sábado, 21 de maio de 2011

Higashi Haru

na foto: Eu (à direita) e Sérgio.

Quando uma nova idéia surge, ficamos empolgados com os resultados que podemos alcançar a partir dela. Nem sempre conseguimos colocá-las em prática. As vezes falta recursos, as vezes faltam detalhes que não conseguimos pensar sozinhos. Daí, quando se tem a chance de desenvolver essa idéia com a ajuda de outras cabeças pensantes, o negócio pode engrenar com facilidade.

Nesta semana, no curso de cozinheiro básico, nos aproximamos das etapas finais. Teremos na semana que vem uma avaliação em trio, onde deveremos demonstrar uma preparação nova para o curso. Quando fui falar com os outros membros da minha equipe, Sérgio e Edinando, joguei a idéia de uma salada agridoce, para fugir do que a grande maioria da turma com certeza iria fazer: Peixe, Camarão, algum doce, enfim. Acima de tudo, gosto de fugir um pouco daquilo que se torna tendência ou repetitivo.

De início a idéia de uma salada sofreu certa resistência, mas aos poucos eu consegui passar o conceito da preparação e convencê-los de que seria uma boa idéia. Então surgiu uma chuva de idéias e eu comecei a crivar de lá e de cá, até que a salada tivesse um toque de cada um. Ela começou com uma base de folhas de endívia, seguida de croutons, beringela e mangas cortados à mirepoix (nome estranho não) e colocadas sobre a base, por cima disso um molho de mostarda misturado com ervas finas, cebolas roxas à juliana por e um tomate cereja para finalizar a decoração.

As endívias saíram, pois o Edinando preferia uma base de alface americana e crespa e a berinjela acabou saindo também. O Sérgio sugeriu duas coisas: primeiro, que colocássemos uma proteína no lugar da berinjela e foi aí que eu pensei na lula, mas o ingrediente escolhido, na verdade, foi o kani (sugestão do Ed, novamente); segundo: que ela fosse refrescante. Acabamos optando pelo gengibre que tem um gosto forte e picante.

Foi aí que entrou um 4º Elemento: Sr. Ivan, Garde Manger experiente que conheci no meu estágio mais recente (EBD). Ele sugeriu que retirássemos a base de alfaces e substituíssemos por um abacaxi cortado ao meio no sentido longitudinal sem a polpa, para que servisse de cuia, ou algo assim. Foi aí que eu tive o pulo do gato!

Por que não misturar a polpa de abacaxi com o molho de mostarda?

Levei para o grupo as novas idéias que tive a partir das dicas do Sr. Ivan e elas foram bem aceitas. Partimos para o teste e chegamos no resultado que queríamos em uma hora e meia. No fim a receita ficou assim:

Base da casca do abacaxi, com uma "cama" de alface crespa para receber o kani, a manga e os croutons à mirepoix. Por cima o molho de mostarda com abacaxi, gengibre e ervas finas. Por fim a cebola roxa à juliana e o tomate cereja para finalizar como elementos decorativos.

A salada se tornou ao mesmo tempo refrescante e levemente picante, além de agridoce, suculenta e muito saborosa. Deve ser servida gelada! Ainda existem alguns elementos a serem usados, pois queremos puxá-la para o lado oriental, mas por hora ela ficará assim para podermos demonstrá-la na avaliação do curso.

Obs.: O nome do prato da nome ao post. 

2 comentários:

  1. Hummm... ficou com uma carinha ótima...

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  2. Imaginei-me com garfo e faca nas mãos, girando para lá e para cá, até descobrir por onde começar a desmanchar(comer) a obra de arte!
    Boa sorte, primo! Seja sempre paciente e consciente. E tenha sempre fé! Nas tuas crenças pessoais e espirituais.

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